Quanto mais coisas me acontecem, menos escrevo. Devia ser ao contrário, não é? Quanto mais coisas tenho para contar, mais quero escrever, de outro modo a existência deste blog perde o sentido. Adiante.
Esta Irlanda fria e tantas vezes monótona tem trazido à minha vida um rumo que nem nos meus sonhos menos modestos eu imaginei. Ainda hoje estava a pensar que gostava de escolher um moto para a minha vida. Só porque as palavras são uma das minhas grandes paixões e porque uma frase bem escolhida pode significar muito mais do que todos os textos que eu possa colocar aqui. Não que eu ache que ter um moto mude alguma coisa ou contribua de alguma forma para a optimização do meu branding pessoal. Nem sequer estou muito preocupada com isso. Gosto destas coisas, pronto.
E então escolhi-o: Dare to dream.
Sempre sonhei muito, a dormir e acordada. Durante algum tempo debati-me com a minha vida e com as minhas emoções porque, tendo tudo, não era feliz. Os meus sonhos eram sempre muito maiores, muito para lá do real e, lá no fundo, nem eu nunca acreditei que eles se pudessem realizar. Hoje é diferente. Hoje acredito.
Não que os meus sonhos estejam todos realizados. Oh! Que sentido teria a minha vida agora? E também não se dá o caso de eu ser totalmente feliz e realizada - se fosse, para quê sonhar? O que está diferente agora é que perdi o medo de sonhar e de sonhar cada vez mais alto. E também perdi o medo de abdicar. E de arriscar. Hoje talvez perca, hoje talvez me arrependa. Amanhã ganharei, amanhã saberei que houve um sentido qualquer para a minha decisão. Ou para o meu impulso! E se não houver... bem, se não houver terei consciência de que, pelo menos, ousei sonhar. E também de que, certamente o voltarei a fazer.
E assim tenho vivido os dois últimos anos da minha vida. De sonho em sonho, de conquista em conquista.
Pelo caminho vou perdendo outras coisas. Vou abdicando delas. De conversas, de pequenas conquistas dos outros que não minhas (apercebo-me também que este caminho traz um lado egoísta obrigatório, mas doloroso de cada vez que penso nele!), de histórias a que já não pertenço, até de algumas amizades, porque isto da distância não perdoa.
Ainda assim eu arrisco. E ouso sonhar!
Até ja!
terça-feira, 10 de setembro de 2013
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Mulheres.
Venho de uma família de mulheres. Mulheres que, fui percebendo e saboreando ao longo dos anos, são deliciosamente imprescindíveis na vida dos seus homens. Filhos, maridos, pais. Na minha família as mulheres são força e carregam o mundo nas costas com um sorriso e boa disposição.
Penso todos os dias na maravilhosa oportunidade que a vida me vai dando de ter quatro avós, saudáveis, bem dispostos e maravilhosos. E penso ainda mais em como é fantástico que eles, os nossos patriarcas, continuem apaixonados por elas, as verdadeiras forças motrizes da família. Vê-se no olhar e sente-se nos gestos que o amor, a gentileza, a delicadeza nunca diminuiu com os anos. Amadureceu e ganhou contornos rotineiros que a eles lhes sabem bem e que os fazem felizes diariamente. 50 anos depois, as minhas avós ainda são mimadas com comidinhas especiais, cházinhos tardios na cama, flores e prendas inesperadas. E nunca são deixadas de lado na hora em que eles tomam decisões. A palavra delas é fundamental, indispensável e, muitas vezes, final.
O meu pai, enorme apreciador de mulheres pois claro, tem nada menos do que três filhas, porque três é a conta que Deus fez. E ele admira, respeita, ama e deixa-se levar pelas mulheres da sua vida. O meu pai, mais do que ninguém, sabe o quão importante é a sensibilidade, a curiosidade e o sentido oportunidade feminino e por isso ama, respeita e recorda com carinho todas as mulheres da sua vida, mesmo as que o foram numa vida que já não existe.
E depois há a minha mãe, que não tem par e não se pode comparar. A minha mãe personifica a coragem, mas também a sensibilidade, a determinação mas também a capacidade de perdoar, a firmeza mas também a inteligência de voltar atrás e reconhecer um erro. Sendo a minha melhor amiga, foi sempre, e mais do que tudo, Mãe em primeiro lugar. Devo-lhe a vida e muito mais do que isso.
Devo a todas as mulheres da minha família o orgulho de fazer parte deste clã feminino. E devo-lhes uma, ou muitas, palavras de admiração e de agradecimento.
E claro, aos nossos homens, pais, filhos, avós e tios, por nos manterem apaixonadas e por nos fazerem sentir, todos os dias, que os dias sem nós seriam bastante mais aborrecidos.
Um abraço gigante à família maravilhosa que tenho.
E agora sim.
Até já!
Penso todos os dias na maravilhosa oportunidade que a vida me vai dando de ter quatro avós, saudáveis, bem dispostos e maravilhosos. E penso ainda mais em como é fantástico que eles, os nossos patriarcas, continuem apaixonados por elas, as verdadeiras forças motrizes da família. Vê-se no olhar e sente-se nos gestos que o amor, a gentileza, a delicadeza nunca diminuiu com os anos. Amadureceu e ganhou contornos rotineiros que a eles lhes sabem bem e que os fazem felizes diariamente. 50 anos depois, as minhas avós ainda são mimadas com comidinhas especiais, cházinhos tardios na cama, flores e prendas inesperadas. E nunca são deixadas de lado na hora em que eles tomam decisões. A palavra delas é fundamental, indispensável e, muitas vezes, final.
O meu pai, enorme apreciador de mulheres pois claro, tem nada menos do que três filhas, porque três é a conta que Deus fez. E ele admira, respeita, ama e deixa-se levar pelas mulheres da sua vida. O meu pai, mais do que ninguém, sabe o quão importante é a sensibilidade, a curiosidade e o sentido oportunidade feminino e por isso ama, respeita e recorda com carinho todas as mulheres da sua vida, mesmo as que o foram numa vida que já não existe.
E depois há a minha mãe, que não tem par e não se pode comparar. A minha mãe personifica a coragem, mas também a sensibilidade, a determinação mas também a capacidade de perdoar, a firmeza mas também a inteligência de voltar atrás e reconhecer um erro. Sendo a minha melhor amiga, foi sempre, e mais do que tudo, Mãe em primeiro lugar. Devo-lhe a vida e muito mais do que isso.
Devo a todas as mulheres da minha família o orgulho de fazer parte deste clã feminino. E devo-lhes uma, ou muitas, palavras de admiração e de agradecimento.
E claro, aos nossos homens, pais, filhos, avós e tios, por nos manterem apaixonadas e por nos fazerem sentir, todos os dias, que os dias sem nós seriam bastante mais aborrecidos.
Um abraço gigante à família maravilhosa que tenho.
E agora sim.
Até já!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
"Uma letra apenas e o mar fica maior".
O amor mais importante que trazemos connosco é o amor próprio. Só ele nos consegue fazer ver para lá de nós próprios, aceitar o que somos e não querer ser o que não somos. E só ele nos permite amar verdadeiramente outra pessoa. À medida que aumenta, o amor por nós mesmos leva-nos as inseguranças e os medos e ajuda-nos a viver com mais tranquilidade.
O problema é que nós, humanos, seres de contradições e paradoxos, precisamos dessa insegurança para sermos inteiros. Passamos a vida a falar em "viver o presente" porque vivemos atormentados com a perspetiva do futuro. O futuro é incerteza e é nele que vivemos sempre. O presente é demasiado efémero e um minuto depois já desapareceu.
E então amarmo-nos implica que tenhamos (alguma) certeza de que somos o que queremos ser neste instante, neste momento. Lemos um bom livro, ouvimos um bom disco, fumamos um cigarro e sabemos que nos amamos, que somos felizes connosco próprios e que, neste instante, nesta noite, nada pode abalar o conforto da nossa própria companhia.
Mas depois há o amar os outros. E esse amor já não é (por muito que queiramos convencer-nos que sim) vivido só no presente, neste instante, nesta noite. Esse amor é vivido já no futuro porque queremos que ele seja de futuro. Quando amamos, desejamos com todo o nosso ser que o outro nos ame agora mas nos ame também numa realidade ainda distante (que pode ser já amanhã). E essa incerteza do que está para lá desta noite é o que nos desassossega e o que dá cor e sentido à nossa vida. O amor por nós próprios é o nosso calmante natural. Pelo menos hoje tenho a minha companhia e isso faz-me feliz. Mas sei que amanhã te quero aqui e que o meu desassossego te vai pedir para nunca mais ires embora.
Se te amares como eu te amo e se me amares como eu me amo, então sei que a combinação entre o desassossego do espiríto e a tranquilidade de um abraço será sempre deliciosa como tem sido até aqui.
Voa e voa mais alto.
Só uma louca não voaria contigo.
E louca, eu não sou.
Até já.
Tua.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Menos discurso e mais acção, Portugal.
Não costumo escrever crónicas de opinião, é verdade. E não é porque não tenho opiniðes. Eu sou aquele irritante tipo de pessoa que acha sempre qualquer coisinha sobre tudo, mesmo que não perceba grande coisa sobre o assunto. E na minha ânsia de saber tudo, às vezes também faço figura de parva. Mas adiante.
Não escrevo sobre este tipo de assuntos, porque a minha paixão pela escrita advém precisamente da capacidade que só ela tem de me transportar para outras (i)rrealidades. Gosto de escrever para ser mais feliz e para fazer os outros mais felizes, porque de infelicidades e agonias os jornais já nos enchem todos os dias.
De qualquer modo, hoje apraz-me dizer algo, ou melhor, questionar-me sobre algo que realmente me tem preocupado no meu país e nos meus compatriotas. Esta crise tem acentuado o nosso afamado Sebastianismo e está, arrisco-me a dizer, a tornar-nos ridículos. Ou então está tudo a ficar doido mesmo.
Precisamos desesperadamente de um herói. E de um mártir, pois claro.
Há umas semanas, o Miguel Gonçalves ia salvar a pátria para uns e enterrar o que resta do nosso jardim à beira mar plantado, para outros. Esta semana, um miúdo de 16 anos que ninguém sabe de onde saiu torna-se buzz nas redes sociais, domina todas as conversas e ainda consegue a proeza de passar de bestial a besta em 24 horas. A tal investigadora Raquel faz o percurso inverso no mesmo espaço de tempo.
A crise está a toldar-nos o raciocinio e o pensamento critico não está?
O amor/ódio pelo Miguel, pelo Martim e pela Raquel é bem revelador do nosso desespero. As próprias figuras são o espelho dessa realidade. Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Ora pois.
O Miguel trata os desempregados como um gado uniforme que não gosta de trabalhar e que está desempregado porque quer. O Miguel também diz que em Portugal há lugar para todos e sabemos bem (eu sei-o bem) que não é verdade. E o Miguel tem um discurso presunçoso que, convenhamos, é irritante.
Mas o Miguel também incita ao esforço pessoal para se atingirem metas, toca na ferida das licenciaturas, mestrados e por aí fora e defende a ideia de que infelizmente nem todos somos bons naquilo que gostaríamos (tendo por isso que, inevitavelmente, trabalhar o dobro e descobrir qual afinal é a nossa vocação) e é direto ao ponto de nos dizer que estamos na era em que cada um deve, por si próprio, arranjar uma solução. Ponto.
Em todo o caso, uma coisa é certa. Os discursos e as expressões carismáticas do Miguel, por si só, não mudam nada.
Quanto ao Martim e à Raquel, se pensarmos bem aquela troca de palavras não acrescenta absolutamente nada. É óbvio que o ordenado mínimo português é ridículo e que ninguém vive condignamente com menos de 500 euros. É óbvio também que a investigadora Raquel não se calou porque o menino é a última coca-cola do deserto e demonstrou uma sabedoria fora do comum que a arrebatou imediatamente. E sim, levanta-se um debate importante e fundamental na sociedade portuguesa que muitas vezes é discutido com uma leveza que me agonia.
Mas vamos agora crucificar o Martim, que tanto ainda tem para aprender e que claramente deu a resposta que mais depressa lhe veio à cabeça porque é um adolescente de 16 anos cheio de sangue na guelra? E ainda por cima, não é também verdade que, em paralelo com o problema do salário minimo, temos um flagelo de desempregados a engrossar as fileiras para os pedidos de apoios sociais?
Eu acredito piamente que devemos lutar pelos nossos direitos. E faço-o todos os dias, à minha maneira, porque quero um dia que os meus filhos sintam orgulho nas suas origens portuguesas.
Mas, por favor. Não é de heróis nem de mártires que Portugal precisa. E claramente nenhuma das três pessoas mencionadas tem estaleca para o ser.
Nós precisamos, Portugal, é de quem fale menos e faça mais.
Até já,
Ana.
Não escrevo sobre este tipo de assuntos, porque a minha paixão pela escrita advém precisamente da capacidade que só ela tem de me transportar para outras (i)rrealidades. Gosto de escrever para ser mais feliz e para fazer os outros mais felizes, porque de infelicidades e agonias os jornais já nos enchem todos os dias.
De qualquer modo, hoje apraz-me dizer algo, ou melhor, questionar-me sobre algo que realmente me tem preocupado no meu país e nos meus compatriotas. Esta crise tem acentuado o nosso afamado Sebastianismo e está, arrisco-me a dizer, a tornar-nos ridículos. Ou então está tudo a ficar doido mesmo.
Precisamos desesperadamente de um herói. E de um mártir, pois claro.
Há umas semanas, o Miguel Gonçalves ia salvar a pátria para uns e enterrar o que resta do nosso jardim à beira mar plantado, para outros. Esta semana, um miúdo de 16 anos que ninguém sabe de onde saiu torna-se buzz nas redes sociais, domina todas as conversas e ainda consegue a proeza de passar de bestial a besta em 24 horas. A tal investigadora Raquel faz o percurso inverso no mesmo espaço de tempo.
A crise está a toldar-nos o raciocinio e o pensamento critico não está?
O amor/ódio pelo Miguel, pelo Martim e pela Raquel é bem revelador do nosso desespero. As próprias figuras são o espelho dessa realidade. Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Ora pois.
O Miguel trata os desempregados como um gado uniforme que não gosta de trabalhar e que está desempregado porque quer. O Miguel também diz que em Portugal há lugar para todos e sabemos bem (eu sei-o bem) que não é verdade. E o Miguel tem um discurso presunçoso que, convenhamos, é irritante.
Mas o Miguel também incita ao esforço pessoal para se atingirem metas, toca na ferida das licenciaturas, mestrados e por aí fora e defende a ideia de que infelizmente nem todos somos bons naquilo que gostaríamos (tendo por isso que, inevitavelmente, trabalhar o dobro e descobrir qual afinal é a nossa vocação) e é direto ao ponto de nos dizer que estamos na era em que cada um deve, por si próprio, arranjar uma solução. Ponto.
Em todo o caso, uma coisa é certa. Os discursos e as expressões carismáticas do Miguel, por si só, não mudam nada.
Quanto ao Martim e à Raquel, se pensarmos bem aquela troca de palavras não acrescenta absolutamente nada. É óbvio que o ordenado mínimo português é ridículo e que ninguém vive condignamente com menos de 500 euros. É óbvio também que a investigadora Raquel não se calou porque o menino é a última coca-cola do deserto e demonstrou uma sabedoria fora do comum que a arrebatou imediatamente. E sim, levanta-se um debate importante e fundamental na sociedade portuguesa que muitas vezes é discutido com uma leveza que me agonia.
Mas vamos agora crucificar o Martim, que tanto ainda tem para aprender e que claramente deu a resposta que mais depressa lhe veio à cabeça porque é um adolescente de 16 anos cheio de sangue na guelra? E ainda por cima, não é também verdade que, em paralelo com o problema do salário minimo, temos um flagelo de desempregados a engrossar as fileiras para os pedidos de apoios sociais?
Eu acredito piamente que devemos lutar pelos nossos direitos. E faço-o todos os dias, à minha maneira, porque quero um dia que os meus filhos sintam orgulho nas suas origens portuguesas.
Mas, por favor. Não é de heróis nem de mártires que Portugal precisa. E claramente nenhuma das três pessoas mencionadas tem estaleca para o ser.
Nós precisamos, Portugal, é de quem fale menos e faça mais.
Até já,
Ana.
domingo, 19 de maio de 2013
Quando decobrimos o que há para lá do Mare Nostrum...
Uma vez que não posso tolerar a possibilidade de ser apelidada de info excluida ou anti-digitalmente-social, tenho que escrever um pequeno artigo sobre a minha recente viagem à Tunísia. As fotos, essas claro, já estão publicadas em local devido.
Agora a sério. Faço questão de escrever sobre esta viagem porque foi, mais do que uma semana de férias, uma experiência inesquecível. De entre muitas que tenho tido desde que a minha vida mudou tão radicalmente no dia 4 de Maio de 2012.
A Tunísia é o país mais pequeno do norte de África e tem aproximadamente a mesma população que Portugal. Factos chatos à parte, um país e um povo absolutamente deliciosos. Apaixonei-me várias vezes durante a viagem e fiquei com uma vontade imensa de explorar outros países africanos, onde a simplicidade parece ser tantas vezes sinónimo de felicidade.
Assim que aterrámos em Tunis, percebi que estava numa dimensão radicalmente diferente de tudo o que já conhecia. É preciso frisar que esta foi a primeira vez que saí da Europa pelo que, estando tão verdinha nestas andanças, foi um choque para mim a competição cerrada entre os taxistas para cativarem um jovem casal de turistas a viajar no seu automóvel, o proprio automóvel que não está nem perto dos taxis confortáveis e bonitos a que tão complacentemente nos habituámos no "mundo desenvolvido", as ruas e a (des)organização de toda uma cidade que, ainda por cima, e a capital do país. Maravilhoso!
Não há espaço para carros, peões, bicicletas e outros veículos. Todos coexistem numa grande barafunda de sons e movimentos em que quem não conhece é como quem não vê. Não existem regras e quem olha para os semáforos é daltónico. As rotundas fazem-se pela direita, mas se o senhor da mota a quiser fazer pela esquerda também pode ser. E os peões, esses podem optar entre caminhar pelo passeio ou pelo meio da estrada. Não há limites, o importante é chegar ao destimo que, muitas vezes, nem sequer existe na verdade.
O combóio não chega ao final da linha. Não existem razões, não é preciso. O combóio pára, muda-se para o autocarro, ainda se volta para o combóio e o trajecto pode muito bem terminar de novo num autocarro que, claro, transporta muito mais pessoas do que a sua capacidade pressupõe.
A comida tunisina, tal como as pessoas, é deliciosa, simpática, colorida e generosa. Não gosto do lugar comum e facil que assume que todos os magrebinos vivem para vender coisas de que ninguém precisa e enganar o turista. Não é verdade. Tentaram vender-me coisas com a facilidade com que me ajudaram. E mesmo quando me pediram dinheiro, ofereceram algo em troca: um tour pela medina, a visita a uma varanda com a melhor vista sobre a cidade, o lugar correcto no combóio e outras coisas afins.
Adorei as praias e o mar (sobretudo porque tinha muitas saudades deles, uma vez que na verdade não são praias paradisiacas e, no geral, considero que em Portugal temos praias bem melhores), mas o expoente máximo da viagem foi indubitavelmente o Sahara. Enorme, vasto, muito quente e de uma tranquilidade inigualável. Nunca em toda a minha vida vi um céu tão bonito. Nunca ouvi um silencio tão profundo e tão reconfortante.
E contactar com pessoas que, de facto, vivem em pleno deserto é incomparável.
Somos minúsculos neste mundo tão grande. E que fantástica sensação é essa!
Aconselho a quem goste de viajar e ainda não teve a curiosidade suficiente para conhecer a Tunísia.
Mas, por favor, nao façam como os 7 milhoes de turistas que lá vão anualmente e saiam do resort. Vale mesmo muito a pena!
Entre tudo isto, passou um ano desde que cheguei à Irlanda. A única certeza que tenho é de que, quando cá cheguei, não podia imaginar que um ano depois escreveria algo parecido com este texto.
You'll only catch your dreams if you follow them!
Ate já,
Ana
segunda-feira, 1 de abril de 2013
To my first and greatest love.
A Inês nasceu a 31 de Março de 93. Branquinha, de olhos verdes e de sorriso fácil desde o primeiro minuto de vida. A Inês foi o meu primeiro grande amor.
Em criança irritavam-me as bonecas. Nunca gostei de coisas que fizessem exatamente e apenas aquilo que eu queria. Sou de desafios, sempre fui. E a Inês foi sempre o meu maior desafio, porque já nasceu com a personalidade dos grandes, a bravura dos audazes, a coragem dos fortes. Ela nunca fez o que eu queria, como as minhas bonecas faziam. Ela brincava comigo, era a minha boneca e a minha companhia favorita. Desde que não fosse tudo como eu queria . Sem saber ainda falar, ela afirmava-se com o olhar.
A Inês sempre foi a unica pessoa capaz de me fazer confrontar as minhas fraquezas e os meus receios sem precisar de falar. Crescer com ela foi sempre e continuamente um processo de evolução pessoal também. Só ela conseguiu sempre fazer-me colocar toda a minha vida em perspetiva e perceber que ser Pessoa é muito mais do que estar neste mundo, viver este momento, ter uma rotina estabelecida, alcançar os objetivos pretendidos e tentar ser feliz no meio disto tudo.
Ser Pessoa, ser Humano é ser diferente, é ser irreverente, é ser único e ser feliz assim.
Foi a Inês que me ensinou a ver a beleza de tudo o que destoa da realidade a que supostamente devemos estar habituados. Quando ela nasceu já trazia uma aura diferente, uma força especial incomum e característica de quem nasceu para vencer.
A Inês é uma vencedora. E como todos os vencedores, ri muito e muito faz rir quem por privilégio passa na sua vida. Como todos os verdadeiros vencedores, não se vangloria pelas suas vitorias diárias e constantes. Antes, partilha-as com todos aqueles que direta ou indiretamente a ajudaram a vencer. Partilha-as sob a forma de amor, de generosidade, de humildade e de alegria. Para a Inês ver os outros felizes é sinónimo de ser feliz, ela própria.
A Inês é o grande amor da minha vida, a outra metade de mim.
A Inês fez 20 anos ontem e eu não a pude abracar. Mas ela sabe que não é preciso, porque onde eu estou ela está comigo, onde ela está eu estou com ela.
Parabéns piolho! <3
Em criança irritavam-me as bonecas. Nunca gostei de coisas que fizessem exatamente e apenas aquilo que eu queria. Sou de desafios, sempre fui. E a Inês foi sempre o meu maior desafio, porque já nasceu com a personalidade dos grandes, a bravura dos audazes, a coragem dos fortes. Ela nunca fez o que eu queria, como as minhas bonecas faziam. Ela brincava comigo, era a minha boneca e a minha companhia favorita. Desde que não fosse tudo como eu queria . Sem saber ainda falar, ela afirmava-se com o olhar.
A Inês sempre foi a unica pessoa capaz de me fazer confrontar as minhas fraquezas e os meus receios sem precisar de falar. Crescer com ela foi sempre e continuamente um processo de evolução pessoal também. Só ela conseguiu sempre fazer-me colocar toda a minha vida em perspetiva e perceber que ser Pessoa é muito mais do que estar neste mundo, viver este momento, ter uma rotina estabelecida, alcançar os objetivos pretendidos e tentar ser feliz no meio disto tudo.
Ser Pessoa, ser Humano é ser diferente, é ser irreverente, é ser único e ser feliz assim.
Foi a Inês que me ensinou a ver a beleza de tudo o que destoa da realidade a que supostamente devemos estar habituados. Quando ela nasceu já trazia uma aura diferente, uma força especial incomum e característica de quem nasceu para vencer.
A Inês é uma vencedora. E como todos os vencedores, ri muito e muito faz rir quem por privilégio passa na sua vida. Como todos os verdadeiros vencedores, não se vangloria pelas suas vitorias diárias e constantes. Antes, partilha-as com todos aqueles que direta ou indiretamente a ajudaram a vencer. Partilha-as sob a forma de amor, de generosidade, de humildade e de alegria. Para a Inês ver os outros felizes é sinónimo de ser feliz, ela própria.
A Inês é o grande amor da minha vida, a outra metade de mim.
A Inês fez 20 anos ontem e eu não a pude abracar. Mas ela sabe que não é preciso, porque onde eu estou ela está comigo, onde ela está eu estou com ela.
Parabéns piolho! <3
terça-feira, 26 de março de 2013
Março, mês de saudades.
Março.
Saudades.
Neve.
Frio.
Saudades.
Tudo ao contrário.
Primavera.
Inverno.
Eu ai.
Vocês aqui.
E saudades.
Abraçar-te.
Abraçar-vos.
Hoje. Tinha que ser hoje.
Melancolia.
Não estou aí.
Alegria.
Já são 25! E continuas aqui.
Comigo e sempre.
Que saudades!
Parabéns minha grande amiga, companheira de aventuras, ombro constante e eterno.
Ainda que longe, "grilo" da minha consciência, abrigo seguro e sereno.
O teu sorriso faz falta aos meus dias.
Friends are really like brothers you can choose.
*
Saudades.
Neve.
Frio.
Saudades.
Tudo ao contrário.
Primavera.
Inverno.
Eu ai.
Vocês aqui.
E saudades.
Abraçar-te.
Abraçar-vos.
Hoje. Tinha que ser hoje.
Melancolia.
Não estou aí.
Alegria.
Já são 25! E continuas aqui.
Comigo e sempre.
Que saudades!
Parabéns minha grande amiga, companheira de aventuras, ombro constante e eterno.
Ainda que longe, "grilo" da minha consciência, abrigo seguro e sereno.
O teu sorriso faz falta aos meus dias.
Friends are really like brothers you can choose.
*
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